Planejar o conteúdo de mídia indoor começa por três decisões: qual é o objetivo de cada tela, por quanto tempo a pessoa olha para ela e quem mantém tudo atualizado. Com isso definido, uma loja, um restaurante, uma clínica ou um evento monta uma boa programação sem designer na equipe.
1. Defina um objetivo por tela
Uma tela que tenta fazer tudo não faz nada bem. Escreva em uma frase para que serve cada equipamento:
- Vender: oferta do dia, combo, lançamento.
- Informar: horários, serviços, programação do evento.
- Orientar: onde fica o caixa, a sala de coleta, o estande.
- Reduzir a espera percebida: conteúdo leve e útil para quem aguarda.
2. Pense em playlist, não em peça única
O conteúdo roda em loop: uma sequência de slides ou vídeos curtos que se repete. O tamanho do loop e a duração de cada item dependem do tempo que o público passa diante da tela.
| Onde está a tela | Como a pessoa olha | O que funciona |
|---|---|---|
| Corredor, vitrine, entrada | De relance, andando | Imagem forte, pouquíssimas palavras, loop curto |
| Fila, balcão, caixa | Por alguns instantes, parada | Oferta com preço, combos, QR code |
| Sala de espera, recepção | Por vários minutos, sentada | Loop longo e variado, com um pouco mais de texto |
Quem passa precisa entender a mensagem no tempo de um olhar. Quem espera não pode ver a mesma sequência até passar a ignorá-la. Teste lendo o slide em voz alta: se a troca vem antes do fim, há texto demais ou tempo de menos.
3. Regras de layout para quem não é designer
- Uma mensagem por tela. Duas ofertas viram dois slides.
- Letra grande. Confira do ponto de onde o cliente olha, não do computador.
- Alto contraste. Texto claro sobre fundo escuro, ou o contrário.
- Poucas palavras. Título, um complemento e, se fizer sentido, preço ou chamada para ação.
- Modelos fixos. Monte dois ou três modelos com as cores e a fonte da marca e troque apenas foto e texto.
Vertical, horizontal ou ultrawide
Produza a arte no formato da tela: conteúdo esticado ou com faixas pretas passa impressão de improviso. Totens verticais funcionam como um cartaz, com a foto no alto e o texto embaixo. As telas stretched bar, de proporção ultrawide, pedem uma linha só: uma frase curta, uma fileira de produtos ou uma faixa de preços.
4. Vídeo ou imagem estática?
Movimento atrai o olhar, por isso o vídeo rende mais em locais de passagem. Ele precisa ser curto e funcionar sem som, já que em muitos ambientes o áudio fica baixo ou desligado. Imagens estáticas são mais fáceis de produzir e corrigir, e servem melhor a preços, horários e orientações.
5. Programe por horário
O mesmo público quer coisas diferentes ao longo do dia. Um restaurante pode exibir café da manhã cedo, pratos executivos no almoço e sobremesas à noite. Uma clínica pode alternar preparo de exames e campanhas de prevenção. Softwares de gestão de mídia costumam permitir esse agendamento. Programe também o liga/desliga automático conforme o horário de funcionamento: o Totem Digital Vertical 32” e o Totem Móvel Outdoor 43”, da linha de totens móveis outdoor, têm essa função.
6. Rotina semanal e um responsável
Promoção vencida tira a credibilidade do resto da programação. Nomeie um responsável, com um substituto, e reserve um horário fixo na semana para:
- Remover o que venceu.
- Conferir preços e disponibilidade dos itens exibidos.
- Incluir uma ou duas novidades usando os modelos prontos.
- Olhar a tela no local e checar leitura e funcionamento.
7. QR code que funciona
QR code exige que a pessoa pare, pegue o celular e aponte. Use-o em telas de fila, balcão ou espera, não em corredores. Deixe o código grande, mantenha-o visível por tempo suficiente e diga o que o cliente ganha ao escanear, como “veja o cardápio completo”. Em eventos e feiras, substitui o catálogo em papel.
8. Várias telas ou várias lojas: gestão remota
Um software de gestão de mídia (CMS) envia o conteúdo pela rede para cada equipamento, sem pen drive. Esse tipo de sistema costuma permitir agrupar telas por loja ou função, montar uma playlist para cada grupo, agendar campanhas com data de início e de fim e verificar à distância se as telas estão ligadas. Os totens da Aurola com Android já incluem software de gestão de mídia.
9. Cuidados legais e de bom senso
- Use apenas imagens, vídeos e músicas que você tem o direito de usar: material próprio, licenciado ou cedido pelo fornecedor. Imagem encontrada em busca na internet não é imagem liberada.
- Fotos de clientes ou pacientes, só com autorização.
- O preço na tela tem de ser o preço cobrado. Atualize a tela junto com a etiqueta e informe a validade da oferta.
Checklist de uma página
- Cada tela tem um objetivo escrito em uma frase.
- O loop combina com a atenção do local.
- Cada slide traz uma única mensagem, legível da posição do cliente.
- A arte está no formato da tela e os vídeos funcionam sem som.
- Há programação por horário e liga/desliga automático.
- Existe um responsável, um substituto e um dia fixo de atualização.
- QR codes aparecem só onde a pessoa para e foram testados no local.
- Imagens, vídeos e músicas têm uso autorizado, e os preços conferem com o que é cobrado.
Perguntas frequentes
Preciso de um designer para produzir o conteúdo?
Não necessariamente. Se for investir em um profissional, contrate-o para criar os modelos; depois, a equipe só troca foto e texto.
Com que frequência devo trocar o conteúdo?
Revise toda semana. Ofertas e avisos mudam junto com a informação; conteúdo institucional dura mais.
Posso usar a mesma arte em todas as telas?
Só quando o formato e o tempo de atenção são os mesmos. Caso contrário, adapte a proporção e reduza o texto.
Se ainda está escolhendo os equipamentos, veja os totens digitais da Aurola. Para projetos com várias telas ou unidades, peça um orçamento para empresas.